Pandemia x renegociação salarial – Qual melhor maneira de pedir um aumento? Especialista em empregabilidade dá as dicas
Rogerio Bragherolli, economista especialista em capital humano e que atua há mais de 30 anos com RH, indica o momento mais apropriado para renegociar o salário
Empresas de diversos setores e profissionais estão aprendendo a viver em um “novo cenário” que o mercado vem intitulando de “normal”, criado junto com a Covid-19. Com isso, muitos projetos foram adiados, inclusive aquela promoção tão desejada. Um assunto delicado é a renegociação salarial, que requer entendimento para identificar a melhor oportunidade e habilidade para que se tenha uma resposta positiva. Mas, como fazer isso em meio a uma pandemia global?
O economista especialista em capital humano e empregabilidade, Rogerio Bragherolli, aponta quais características devem ser estudadas para realizar esse pedido. “A primeira coisa é ter consciência de como está a situação da empresa e fazer uma avaliação atual se vale a pena ou não pedir um aumento. Isso ainda não significa o não, significa uma análise criteriosa para verificar a possibilidade”, explica Bragherolli. E complementa que, para prosseguir com o pedido, é necessário se atentar a três pontos:
- O erro mais comum é pedir o aumento por pedir, por achar que está ganhando pouco ou porque seu colega recebeu promoção. Cada profissional tem que se preocupar com a sua carreira, por isso tem que ter um embasamento claro e objetivo do porquê desse pedido. Principalmente neste momento de crise econômica. É necessário que seja algo baseado em algum ponto sólido, para ter uma conversa no mínimo aberta e com bom senso diante da situação em que estamos vivendo.
- O não faz parte do jogo! A primeira coisa em caso de uma negativa é entender o porquê, se foi por motivos financeiros da organização ou porque o chefe acha que a performance não é adequada. Então, vale aprender com a negativa e entender a sua razão para que na próxima vez a solicitação seja vista com bons olhos e aceita.
- Não existe uma receita certeira para renegociação salarial, mas é importante ter uma história de incentivo para que se faça justo esse pedido. É interessante analisar quadros de salários e verificar como você está em relação ao valor médio da sua função.
Bragherolli alerta, ainda, que é preciso se preparar e ter argumentos solidificados para uma conversa transparente, sem embate ou brigas. “É importante criar uma história com incentivo para pedir esse aumento. Por exemplo: estou solicitando essa promoção porque trabalho mais horas por dia. Ou porque apresenta um nível de eficiência muito maior que a média das pessoas que estão na mesma função. Ou porque acredita que a função esteja acima do nível salarial”, finaliza.
Sobre Rogerio Bragherolli
Com know-how de 35 anos em cargos de liderança no mercado corporativo, Rogerio Bragherolli atuou nos últimos anos como diretor sênior e vice-presidente de RH em multinacionais e tornou-se uma notoriedade em estratégias relacionadas a employee experience, gestão de pessoas e carreiras. Em sua trajetória, contabiliza mais de 2 mil entrevistados dos mais diversos perfis e para diferentes cargos de atuação.
Como RH estratégico, Bragherolli desenvolveu trabalhos inovadores em design organizacional, planejamento da força de trabalho (WFP), inovação do modelo de trabalho (Workplace Innovation) e experiência do colaborador (EX). Liderou com êxito projetos de melhores empresas para se trabalhar e transformou o RH convencional de custo em RH estratégico gerador de valor.
Atualmente, o especialista em empregabilidade se dedica a duas metodologias criadas a partir de sua expertise e baseadas em estudos pelo Brasil e exterior. Uma delas, chamada Saindo da Média, visa auxiliar a empregabilidade desde o estudante na Universidade, pessoas que buscam por trabalho, recolocação profissional etc, até o executivo no mundo corporativo. E a segunda metodologia está relacionada à otimização do capital humano como diferencial competitivo nas organizações.
Bragherolli é formado em Engenharia Mecânica pela FEI, Economia pela FEA-USP, fez MBA em RH na FGV, especialização em Marketing na Insead – França. Além de ser professor de MBA e ter sido membro do Comitê Global de RH de uma das maiores multinacionais de serviços do mundo.
Rogerio Bragherolli
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