Cláudia Danienne construiu uma trajetória de quase três décadas em Gente & Gestão, liderando projetos de cultura organizacional, fusão e aquisição, desenvolvimento de líderes em grandes empresas, atua como chairperson do Comitê de Pessoas da Amcham Brasil -RJ e empresária com a Degoothi Consulting. Demandas de clientes nacionais e multinacionais e um mergulho de mais de um ano no estudo do público 50+ a motivou a criar a Somos 50+, hub de conhecimentos e experiências, que conecta empresas e pessoas à economia da longevidade.

 

A revolução da longevidade está redesenhando a força de trabalho, o empreendedorismo, o consumo e a agenda ESG das empresas, e a executiva Cláudia Danienne resolveu transformar essa constatação em negócio. Aos 55 anos, com formação executiva em Harvard Business School, MIT, INSEAD, Disney Institute, FDC, e quase três décadas de experiência em Gente & Gestão, ela lançou a Somos 50+, um hub que conecta empresas e pessoas à economia da longevidade.

Segundo dados da ONU, globalmente 1 em cada 6 pessoas terá 60+ até 2030, e esse grupo deve chegar a 2,1 bilhões até 2050, com projeções de que o público 50+ movimente cerca de US$ 45 trilhões, o potencial da chamada silver economy.

Atenta a esses números, Cláudia poderia estar no ponto da carreira em que muitos profissionais começam a desacelerar. Ela fez o oposto: acelerou numa direção nova, sem abandonar as anteriores. “Minha trajetória sempre esteve voltada para o humano e o resultado efetivo. Gente & Gestão, na prática. Mas em algum momento percebi que todo esse repertório poderia servir a um propósito maior”, diz.

Esse propósito ganhou nome em 2026: Somos 50+, uma startup que se posiciona como ecossistema de longevidade ativa, conectando empresas, profissionais e o público 50+ em torno de conhecimento, experiências e negócios. Além de Cláudia, a empreitada conta com Paula Vivacqua, psicóloga clínica com vasta experiência em comportamento humano e parceira de longa data e neste projeto.

 

O insight que virou negócio

 

Antes de lançar a Somos 50+, Cláudia passou um ano analisando, observando, estudando o comportamento, as necessidades e o potencial econômico da chamada “geração prateada”. O que encontrou a surpreendeu e a incomodou. “Temos 54 milhões de brasileiros com mais de 50 anos. Esse grupo concentra a maior fatia da renda nacional, apresenta alta fidelidade às marcas e está cada vez mais conectado digitalmente. Mesmo assim, a maioria das empresas ainda opera como se esse público não existisse, ou existisse apenas como ‘questão demográfica’, não como potencial e protagonista.”

Os números que ela analisou ao longo da pesquisa são contundentes: o Brasil tem hoje 8,6 milhões de trabalhadores com 60 anos ou mais (recorde histórico), a população idosa cresceu 57% entre 2010 e 2022, e a economia prateada deve movimentar R$ 3,8 trilhões nos próximos 20 anos no país (Data8). Globalmente, o público 50+ já responde por US$ 45 trilhões do PIB mundial (AARP/Economist Impact). Dados do Sebrae apontam ainda 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos no Brasil.

“O descompasso entre a realidade demográfica e a estratégia das empresas é gritante. E custoso. Perde-se capital intelectual, perde-se inovação, perde-se mercado”, afirma Cláudia.

Ela pontua que, durante décadas, aprendemos a organizar a vida profissional como uma sequência previsível: formação, crescimento, consolidação e aposentadoria. “Essa narrativa moldou empresas, carreiras, políticas de sucessão, modelos de liderança e até a forma como muitas pessoas passaram a interpretar o próprio valor ao longo do tempo. Tornou-se quase um mantra, em termos de modelo mental, para muitos de nós”, ressalta a fundadora da Somos 50+.

Porém, a longevidade rompeu esse roteiro na sua visão. “Ainda de forma gradual, mas cada vez mais evidente, ela começa a ocupar seu devido protagonismo no mercado. É nesse contexto que podemos refletir sobre Second Act: a segunda carreira dos 50+ não como plano B, mas como uma nova etapa de contribuição, escolha e repertório com propósito”.

 

Da psicologia à sala do conselho

 

Formada em Psicologia, Cláudia construiu uma carreira atípica para uma psicóloga. Em vez do consultório, foi para o mundo dos negócios, onde atua há 28 anos. Antes de ser empresária foi executiva de grandes empresas onde liderou dezenas de projetos de fusão e aquisição, abertura de capital e como empresária está trajetória segue com dezenas de programas de desenvolvimento organizacional para lideranças e boards, programas de mentoria, palestras etc.

As especializações executivas em Harvard, MIT, INSEAD e Disney Institute deram a ela uma visão que mescla o olhar humano com a estratégia de negócios, combinação que se tornou sua marca registrada. Hoje, além de empresária é empreendedora, acumulando também há anos a responsabilidade de ser chairperson do Comitê de Pessoas da Amcham Brasil no Rio de Janeiro, sócia-fundadora da Degoothi Consulting.

“Diariamente, ajudo empresas a pensarem em cultura, performance, liderança e futuro do trabalho. A Somos 50+ é a aplicação prática de tudo, de forma nichada, colaborando para um dos maiores desafios e oportunidades do nosso tempo: a longevidade, onde muitos ainda não entendem ou não valorizam este mercado.”

 

Empreender depois dos 50 sem deixar a carreira

 

Se o mercado já impõe barreiras para profissionais maduros, empreender depois dos 50 poderia ser ainda mais desafiador. Cláudia luta para ser exemplo nesta agenda. “Empreender na maturidade não é recomeçar do zero. É reorganizar décadas de experiência para construir algo com mais consciência, mais repertório e mais intencionalidade, é uma expansão em um mundo de oportunidades.”

Ela mesma não trocou a trajetória que já tinha: somou a ela um novo negócio. A Somos 50+ nasce com estrutura de startup, mas com ambição de ecossistema. São oito pilares de atuação, de reinvenção profissional e saúde integral a inclusão digital e trocas intergeracionais, que organizam conteúdos, eventos, mentorias e experiências para empresas e para o público final.

“Para o mundo corporativo, longevidade significa repensar gestão de pessoas, design de produtos, linguagem de marca e canais de relacionamento. Não é pauta só de RH, é de negócio, inovação, ESG, marketing. A empresa que entender isso primeiro terá vantagem competitiva real.”

 

O que vem pela frente

 

Com a Somos 50+ com um quadrimestre de lançamento, segue nos planos estratégicos, expandir a base de empresas parceiras, estruturar programas de mentoria e transição de carreira, e consolidar o hub como um das referências em longevidade no Brasil.

“Hoje, as perguntas que eu faço para líderes, que desejam se destacar e potencializar resultados nas empresas neste nosso mundo contemporâneo são voltadas para o potencial da intergeracionalidade: sua empresa está preparada para um mundo intergeracional? Vocês planejam com os seniores respeitosamente a aposentadoria ou um segundo ato fora da organização? Como vocês cuidam deste capital intelectual para virar ativo e não se perder? Como multiplicam isso de forma engajadora com o legado e estimulam o futuro? Como aproveitam o saber do jovem e do mais experiente para resultados muito maiores e melhores?”. Cláudia cita que muito mais importante que ter as respostas é provocar nos líderes questionamentos inteligentes e reflexão que apoiem a estratégia e os resultados. E, neste aspecto, a consultoria da Somos 50+ ajuda no processo.

“Viver é evoluir. E a vida exige adaptações contínuas. O mercado já está mudando. A questão é se vamos apenas reagir ou liderar essa transformação”, completa Cláudia.

 

Sobre a Somos 50+

 

No relacionamento com o mundo empresarial, a Somos 50+ se posiciona como parceira para estruturar programas, produtos e narrativas alinhados à economia da longevidade, com desdobramentos em gestão de pessoas e cultura (programas de reinvenção profissional, políticas de diversidade etária, mentoria reversa), bem-estar e saúde integrada, inclusão digital e inovação, e marca e relacionamento com o público 50+.

“A longevidade é um tema de sustentabilidade do negócio: influencia planejamento financeiro, produtividade, retenção de talentos, reputação e desenvolvimento de novos mercados. As empresas que entenderem isso primeiro terão vantagem competitiva. E podemos ser essa ponte entre a nova realidade demográfica e as estratégias de um negócio vencedor”, conclui Cláudia Danienne.

 

Instagram: @somos50maisoficial e @claudiadanienne.insights