Eu me importo com a mediocridade do comportamento alheio… e você?

 

Tem uma parte deste artigo que talvez remeta diretamente à pandemia, mas, tem outra que evoca atitudes para uma vida toda. Estamos diante do avanço da vacinação, do impasse se terá vacina para cobertura geral da população, se as pessoas vão aderir como deveriam, muitos eventos retomando com novos protocolos de segurança e empresas tentando voltar à rotina, que jamais será “normal”. Somado a este frágil momento, vivenciamos uma crise climática que está deixando o mundo todo vulnerável com seus extremos de temperatura e desastres naturais. Portanto, temos que nos importar com o que acontece e sermos agentes de transformação.

Então, vamos rapidamente resgatar a lembrança para o início da pandemia em 2020? Temor absoluto no mundo. Um momento sem precedentes, não sabíamos o que fazer ou por onde começávamos. Na sequência, gradativamente, recebíamos informações, testemunhos, víamos reportagens, pesquisas científicas, mobilizações e manifestações nas redes sociais. Com isso, desenvolvemos ou aprimoramos comportamentos fundamentais para uma vida em sociedade paralelamente à pandemia.

Bonito de fazer parte e ver! Atitudes, palavras e conceitos não muito “trabalhados” deram lugar a práticas efetivas: empatia, compaixão, solidariedade, cuidado, atenção, dentre tantos outros. E, assim, no último ano pudemos observar e sermos agentes de muitas mudanças.

Estamos todos cansados da COVID-19? SIM. Porém, ela não foi erradicada, não fomos todos vacinados e o cenário pede cuidados (mesmo depois da vacinação). Respeito a quem perdeu um parente, quem sofreu dias hospitalizados, quem ainda se recupera fisicamente e mentalmente por conhecer alguém que passou por um luto. E, mesmo que não seja pela comorbidade física em si, pelos desdobramentos que ocasiona (ou) na economia, no psicológico, no espiritual para uma parcela significativa da população mundial. Mas, será que esta grande reflexão já não está sendo suficiente para a manutenção de importantes lições desta vida?

Outro dia fui caminhar na praia com minha família, todos de máscara, e um casal de idosos sem máscara se aproximou bem perto como se viessem falar conosco, eles simularam vários espirros e tosse (pasmem com esta cena), debochando por estarmos usando máscaras! Inacreditável aquela situação imatura e tão desprezível da atitude deles. Mudamos de rota, não valia a pena alimentar uma discussão com seres tão pífios. Nos posicionamos com uma mensagem de intolerância àquilo e seguimos.

Uma amiga contou que pegou um motorista e que este se expressando muito bem, denotando certa cultura, dizendo-se formado em filosofia, comentou com ela que não ia se vacinar, porque achava que não fazia efeito, era placebo! E, assim como estes exemplos da galeria do espanto, tão desconcertantes, às vezes vemos nos noticiários e achamos ser distantes, dezenas de outros que se você buscar levantar te deixarão perplexo e, diariamente, esses tipos de comportamentos aumentam. Infelizmente, as famosas “Fake News” têm ganhado grandes proporções.

Não dá para fingir que este “desleixo” que alguns estão adotando como comportamento perante diferentes momentos da vida, não está afetando o coletivo, que faz parte do momento. Precisamos nos importar com isto e não multiplicar estas atitudes medíocres.

Resgatemos dentro de nós aquele cidadão (SER) do bem que ainda existe e pode apenas estar cansado e/ou adormecido por tantos dissabores, mas, que no fundo tem esperança, tem como fazer a diferença.

Uma colega de RH de uma grande empresa comentou outro dia que está notando a morosidade ou não resposta mesmo de e-mails com a atenção ou celeridade devida. Às vezes, nem um “estou super enrolada”, mas, te darei um feedback até o dia tal. Nada mesmo. Nenhum retorno. Uma ausência de respeito ao profissional. Silêncio digital!

Outra, enviou um WhatsApp que implicava em tomada de decisão consensuada e a outra pessoa visualizou a mensagem e não se manifestou perante o tema e prazo, necessitando 3 mensagens adicionais. Ou, quem vai para uma reunião virtual e com a câmera ligada faz tudo ao mesmo tempo só não presta atenção no momento presente ali acontecendo? Ou, quem interage com outra pessoa e fala sem parar, mas, sequer investe um minuto para perguntar se o outro está bem? São comportamentos que não podemos considerar normais, falta empatia, respeito pelo outro e pelo o que está sendo feito.

Ok, a primeira recomendação aqui é ser empático, “talvez” algo justifique pontualmente aquele comportamento. Mas, será que tudo tem uma justificativa ou está se tornando comportamento leviano mesmo? Pelo amor a si próprio e ao próximo, é preciso ler, se informar e vacinar SIM! Vamos assumir o protagonismo do EU ME IMPORTO SIM? Empatia faz a diferença, assim como manter a serenidade, acolher, ter compaixão, amar e demonstrar, se comprometer de verdade, nutrir a espiritualidade, respeitar e cuidar do planeta.

Se você se importa, reforce boas práticas, inspire e transforme com a sua atitude. Sigo perseverante que tudo dará certo! Temos que acreditar em um planeta melhor.

 

Artigo por Cláudia Danienne:

Cláudia Danienne Marchi é empresária, sócia-proprietária da Degoothi Consulting, referência em Gente & Gestão no mercado corporativo, com atuação há mais de 25 anos, sempre muito focada em Recursos Humanos. Soma cursos complementares na Harvard Business School, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT em Boston, nos Estados Unidos), na FDC/ INSEAD na França-além de Disney Institute (EUA), IBMEC (Rio de Janeiro), entre outras instituições de renome.

 

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