
Cinco dicas para cuidar da saúde mental e se diferenciar na entrevista de emprego
Especialista em empregabilidade, Rogerio Bragherolli ressalta que os cuidados com a saúde mental, hoje, são diferenciais curriculares para os candidatos
As instabilidades econômicas e o alto índice de desemprego desestabilizam emocionalmente a todas as pessoas. Mas, especialmente quem busca por uma oportunidade de trabalho, é fundamental demonstrar justamente o contrário durante uma entrevista de emprego, e o desafio fica ainda maior se for virtual. O candidato deve transparecer autoconfiança e revelar que tem cuidado da sua própria saúde mental, esse pode ser um diferencial curricular, segundo o economista especialista em empregabilidade, Rogerio Bragherolli.
“No momento da entrevista, o recrutador está atento a todos os detalhes, que vão do comportamento à maneira de se expressar e pensar. Cada vez mais há integração entre profissional e pessoal, por isso, questões ligadas à rotina em casa e com a família podem dar indícios de saúde ou transtornos emocionais que refletem no desempenho do trabalho”, explica Bragherolli.
Para quem vai participar de um processo seletivo, o economista especialista em empregabilidade lista orientações importantes para praticar no dia a dia e ressaltar durante a entrevista:
- Auxílio psicológico especializado: o candidato deve estar disposto a procurar ajuda terapêutica simplesmente pelo momento em que a sociedade vive. Durante a pandemia, muitos profissionais criaram grupos virtuais de apoio, inclusive gratuitos. Basta procurar por um que se identifique e possa trocar ideias. Isso certamente será notado pelo recrutador.
- Exercícios físicos: a saúde mental e a física são aliadas. Portanto, manter atividades físicas são essenciais. Elas proporcionam melhora no sono e na ansiedade, por exemplo, controlando possíveis transtornos emocionais.
- Relaxamento: é necessário demonstrar equilíbrio emocional, e uma das melhores técnicas para se conquistar esse controle é a meditação. Existem vídeos gratuitos e confiáveis na internet que podem auxiliar essa prática.
- Alimentação: o equilíbrio entre saúde física e emocional também têm são interferidos pela alimentação. O ideal é priorizar, sempre que possível, por alimentos saudáveis.
- Diferenciação: buscar uma diferenciação individual, diante de todas as situações que estão acontecendo. O candidato tem que procurar algumas competências que podem favorecê-lo diante dos concorrentes. Trabalhando a resiliência, sabendo suportar as pressões com autocontrole e autoconhecimento, além de buscar informações de qualidade e fugir das fakenews são algumas dicas.
Bragherolli ressalta que é importante trabalhar a inteligência emocional, empatia e fazer mais com menos. “Estar atento a esses cuidados certamente fará diferença na decisão pela empresa”, lembra o especialista em empregabilidade.
Para se ter uma ideia, dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho revelam que o ano de 2020 bateu o recorde de 576,6 mil concessões de auxílio-doença e aposentadorias por invalidez devido a transtornos mentais e comportamentais. “Imaginemos como serão esses números em reflexo da pandemia”, finaliza o especialista.
Sobre Rogerio Bragherolli
Com know-how de 35 anos no mercado corporativo, Bragherolli atuou nos últimos anos como diretor sênior e vice-presidente de RH em multinacionais e tornou-se uma notoriedade em estratégias relacionadas a employee experience, gestão de pessoas e carreiras. Em sua trajetória, contabiliza mais de 2 mil entrevistados dos mais diversos perfis e para diferentes cargos de atuação.
O especialista em empregabilidade é Economia pela FEA-USP, formado em Engenharia Mecânica pela FEI, fez MBA em RH na FGV, especialização em Marketing na Insead – França. Além de ser professor de MBA e ter sido membro do Comitê Global de RH de uma das maiores multinacionais de serviços do mundo.
Atualmente, o economista se dedica a duas metodologias criadas a partir de sua expertise e baseadas em estudos pelo Brasil e exterior. Uma delas, chamada Saindo da Média, visa auxiliar a empregabilidade desde o estudante na Universidade, pessoas que buscam por trabalho, recolocação profissional etc, até o executivo no mundo corporativo. E a segunda metodologia está relacionada à otimização do capital humano como diferencial competitivo nas organizações.
Rogerio Bragherolli
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