
Dia: 14 de abril de 2020
Dia Internacional do Café

Startup brasileira comemora Dia Internacional do Café anunciando mudanças no projeto de lançamento oficial para o mercado global
O café para comer BitCoffee seria apresentado internacionalmente durante feira Alimentaria em Barcelona, que foi adiada. Com isso, empresa reestrutura business plan para realizar vendas através de e-commerce e entrar no varejo brasileiro
O cenário econômico global está em turbulências constantes refletidas pela pandemia da Covid-19. E as expectativas em relação a diversos setores seguem essa mesma movimentação de instabilidade. Apesar desse contexto, há uma data muito importante para o Brasil e para o agronegócio que não pode ser esquecida: 14 de abril, Dia Internacional do Café. Que neste ano, ainda diante das mudanças de percurso no planejamento, tem um motivo a mais para celebrar, que é a chegada do café para comer BitCoffee.
O produto seria oficialmente lançado pela startup de tecnologia alimentar Cafene Innova durante uma das feiras internacionais mais importantes, a Alimentaria, que estava prevista para este mês em Barcelona, na Espanha, e precisou ser adiada. Então, a empresa está remanejando todo seu business plan para introduzir a marca no varejo nacional tanto através do e-commerce quanto por meio das redes de supermercados.
“O mercado não estava preparado para lidar com tantas mudanças repentinas e drásticas. Nós também não. Mas é preciso reajustar os pontos e não parar. Afinal, o café está na casa do brasileiro e até pode ser um aliado nutricional a se considerar”, explica Pedro Melo Jr, CEO da Cafene Innova.
Isso porque BitCoffee é obtido a partir do processamento de café 100% Arábica Premium, que resulta em uma massa de café integral na qual estão preservadas as características de aroma e sabor, além da oferta nutricional que neste produto tem seus benefícios potencializados. “Conseguimos manter cerca de 85% das propriedades nutricionais do grão”, explica o CEO da Cafene Innova.
A inovação será lançada, inicialmente, em três sabores: “espresso”, “cappuccino” e “café com leite”, proporcionando uma experiência até então desconhecida pelo consumidor. Mas já estão em produção outras derivações do produto, em versões zero caloria, por exemplo, e creme de café. Toda comunicação, bem como os pontos de venda para o consumidor, serão apresentados através das redes sociais de BitCoffee, incialmente no Instagram e no Facebook: @bitcoffee.cafe.A História do Café e a volta à originalidade
O grão de café é proveniente de um fruto com a forma de uma cereja, gerado pela espécime botânica Rubiácea do gênero coffea, popularmente conhecido como cafeeiro. E por muitos séculos as sementes de café foram torradas, moídas, e consumidas como bebida na forma de infusão em água quente.
A concepção desta nova forma de consumir café, agora também para comer, na verdade existe desde o início de sua própria história. Quando se regressa ao sétimo século depois de Cristo, depara-se com a descoberta do café por mero acaso nas terras da Etiópia.
Conta a história que um pastor chamado Kaldi, pertencente à tribo dos Oromos -um povo étnico da Etiópia-, observou que suas ovelhas ficavam mais ativas ao ingerir as folhas e os frutos de uma planta, até então desconhecida. Seguindo o exemplo das ovelhas, um monge da região também provou o fruto, porém aplicado numa infusão com água quente e, devido ao seu efeito energético, passou a utilizar a bebida para resistir ao sono em suas longas vigílias de oração.
Assim, criou-se o hábito de consumir o fruto do cafeeiro no dia a dia pela tribo Oromo, e uma das modalidades foi na forma de cerejas de café maceradas e misturadas com gordura animal, formando uma pasta que era modelada em pequenas bolas. Este produto ficou conhecido em língua local como “Bunakela”.
Há registros de manuscritos antigos que mencionam o cultivo e consumo do café no Yemen, no ano 575 depois de Cristo. Mas o hábito de consumo da bebida proveniente do grão se deu na cidade de Kaffa, 800 anos depois de Cristo, pelo povo Oromo, originário da Abissínia, hoje Etiópia, localizada nas terras altas do noroeste da África.
Rapidamente, a bebida conquistou a Arábia e foi utilizada para fins religiosos e medicinais misturada a ervas, bem como em encontros sociais substituindo a bebida alcoólica, banida pela religião mulçumana.
Apesar de o café ter chegado à Europa em 1570, somente em 1645 é que foi aberta a primeira casa de café, em Veneza, cinco anos depois em Oxford, na Inglaterra, e 27 anos mais tarde em Paris. Com isso, pode-se afirmar que o hábito de consumo da bebida café estava finalmente consolidado na Europa em 1672.
E é nessa história que o Brasil marca uma página importante com o lançamento do café para comer no início do século XXI, retomando a originalidade do produto.Informações à imprensa – infato comunicação
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